Review - Venial Sin - "Sphere Of Morality"


Os Venial Sin são uma banda de Death Metal oriundos de Vila Real, lançaram o seu primeiro EP "Sphere Of Morality" através da Infektion Records, o mesmo recebe hoje a nossa critica ...


Neste EP podemos encontrar uma variedade de estilos abismal, a banda consegue misturar várias influencias, do Death e Black Metal a uma sonoridade mais progressiva, "Sphere Of Morality" é um EP recheado de grandes momentos, épicos por vezes.

"A New Rose" é o nome da primeira faixa deste EP e logo a partir da mesma conseguimos ter ideia do que é este colectivo, muito peso debitado em todos os instrumentos inclusive na voz de Renato Sousa. 
Uma faixa constituída por grandes momentos onde logo aqui se nota uma mistura do Black com o Death Metal, o ponto alto da música é sem dúvida o momento melódico da mesma.

Segunda faixa deste primeiro registo, "Prepared For Battle", mais uma entrada forte a lembrar os clássicos do Black Metal, uma faixa de qualidade com muito peso e brutalidade. De realçar o bom trabalho do baixista Gustavo Gonçalves e das backing vocals de Pedro Matos.

"November Falls" terceira faixa do EP, a meio deste trabalho é notória a qualidade de composição que a banda emprega em todas as faixas.
Esta que se inicia com um dedilhado convidativo e que começa a ganhar peso ao longo do primeiro minuto.
Grande trabalho nas vozes por parte de Renato Sousa e Gustavo Gonçalves que é várias vezes chamado a intervir ao longo da faixa, podemos mesmo dizer categoricamente.

E a caminho do fim temos mais uma pérola, "Real End" o incrível inicio da mesma, uma entrada calma e melódica fantástica.
Pedro Matos volta a ter um papel importante desta vez com os sintetizadores a dar nova vida ao EP, riffs cativantes por parte de Rafael Pinto e a bateria de Helder Guedes a dar um ritmo calmo durante quase toda a faixa.
Para nós o ponto alto deste EP, a melhor junção instrumental e vocal de todo este trabalho está nesta 4ª música.

A brutalidade está de regresso nesta quinta faixa "Vanishing Into Death" traz de volta a influencia forte do Black Metal nestes Venial Sin, uma faixa bastante potente sem paragens para um momento mais calmo.

Ultima faixa deste primeiro EP dos Vila-Realenses, Venial Sin, a brutalidade não se descola deste quinteto Português.
"Sphere Of Morality" faixa título é a ultima cartada da banda para deixar a sua marca no ouvinte e sem dúvida conseguiram alcançar esse objectivo nova utilização de Sintetizadores e mais um momento épico  no final da música a lembrar os lendários Pink Floyd.

Os Venial Sin deixam neste primeiro registo em formato físico um sinal de brutalidade intenso capaz de cativar qualquer fã de estilos mais extremos, banda que desde já demonstra a capacidade de surpreender os ouvintes.

Impossível não darmos o devido destaque também ao Artwork de "Sphere Of Morality", capa muito bem desenhada e produzida.
Nota - 7,6/10







 

Review - Machinergy - "Rhythmotion"


Os Machinergy são uma banda de Death/Thrash Metal oriundos de Vila Franca de Xira.

Em 2010 lançaram o primeiro álbum denominado "Rhythmotion" e podemos mesmo afirmar que não podiam ter escolhido melhor nome visto que este primeiro registo transpira Ritmo e Emoção, um álbum um pouco diferente do que estamos acostumados a ouvir dentro dos estilos Thrash e Death mas que consegue deixar qualquer fã dos mesmos "apanhado" por este primeiro registo da banda.

"Rhythmotion" é um álbum que transpira um groove épico onde é adicionado um Thrash/Death meio industrial e de alto nível o que torna este um álbum algo nunca antes visto em Portugal.

A bateria tem um papel fundamental em todas as faixas e a todo o nível, a utilização de alguns sintetizadores é notória e neste caso é uma adição simplesmente perfeita que torna as músicas claramente originais, este álbum começa com a faixa "Rhythmotion" e logo aqui se pode encontrar uma descarga de energia muito potente que atrai desde logo a atenção do ouvinte.

"Blakus" é a segunda faixa deste álbum e pode mesmo dizer-se que "os efeitos tiveram efeito !" a utilização dos mesmos na voz de Ruy tornam esta faixa algo mágico e que deixa qualquer um completamente atraído pelo álbum.

A terceira faixa é para nós aquela em que o Thrash se solta por completo, "Innergy" é o nome desta música que junta uma batida fenomenal a uns riffs loucos e energéticos, é também uma faixa em que a voz tem um papel forte durante quase toda a música.

Até aqui tínhamos 3 músicas com alguma coisa que as diferenciava. E a partir daqui o que temos são mais 7 faixas cada uma com o seu toque especial e não encontramos neste álbum repetições que tornam por vezes alguns álbuns chatos de se ouvirem ... continuando.

Segue-se então "Godus" uma faixa que roça a música Gótica muito devido à adição do vocal de Célia Ramos que torna esta faixa numa das mais melódicas de todo o álbum.

Quinta faixa e mais uma enorme dose de originalidade deste duo ... "Tirano" é mais uma faixa diferente de todas as outras com um refrão cativante e melódico de sublinhar também o bom trabalho de Ruy na guitarra.

"Incendiário" sexta faixa deste álbum e mais uma entrada bem Thrashy na bateria por parte de Hélder. Uma faixa cantada em bom português com ajuda de Hugo Rebelo antigo membro de Simbiose que adiciona a esta música um pouco de Crust a lembrar a banda que representava. Também desta faixa se solta mais um belo trabalho na guitarra um solo rápido e forte como qualquer um gosta de ouvir.

A quatro faixas do fim podemos afirmar que este é um primeiro registo fantástico por parte da banda que consegue misturar os mais variados estilos de música pesada de uma forma categórica.

O nome da faixa número sete é "Morning" mais uma faixa com um ritmo próprio e que é incrivelmente alterado num curto espaço de tempo o que torna a faixa potente e versátil.

"Rewine" faixa oito e a caminho do fim recebemos ainda mais provas de que este é um álbum para ser recordado, trabalho de composição irrepreensível, vocal no sítio, batida mais uma vez extremamente potente uma das melhores faixas deste álbum.

E restam apenas duas faixas são elas "Moneytrees" e "Beautyfall", nestas duas faixas encontra-se um fim de álbum que demonstra tudo aquilo que as restantes tinham vindo a demonstrar, grande trabalho por parte de Ruy e Helder que deixam um fã de música pesada completamente agarrado a este álbum.

Nota muito positiva para este primeiro trabalho dos Machinergy que em breve irão lançar um EP denominado "Rhythm Between Sounds" fiquem atentos ao trabalho destes Portugueses.

Nota - 8,8/10






 

Review - Lacuna Coil - "Dark Adrenaline"



Dark Adrenaline é o nome do ultimo álbum lançado pelos italianos Lacuna Coil, uma banda de metal gótico que vem arrecadando criticas positivas desde 1994. Este novo álbum recebe hoje a nossa critica, esta que será a primeira review a um álbum internacional na High Voltage ...

Banda de metal gótico, formada em 1994 em Itália. Normalmente as suas músicas são
inspiradas num mundo imaginário do gótico e místico, transportando os seus ouvintes numa
viagem mental por um lugar mágico traçado pela guitarra entrelaçada no som do teclado
e com o comando de dois vocalistas, uma senhora de nome Cristina Scabbia e uma voz
masculina de Andrea Ferro!

Dark Adrenaline, novo albúm lançado em Janeiro, composto por faixas de curta duração,
por volta dos 3.30 minutos em média. Foi produzido por Don Gilmore (que já trabalhou com
BFMV). São nos apresentadas 12 faixas (mais uma bónus), o albúm inclui ainda uma cover do
clássico “Losing My Religion” dos R.E.M., versão que é de muita qualidade!

Dark Adrenaline, novo albúm lançado em Janeiro, composto por faixas de curta duração,
por volta dos 3.30 minutos em média. Foi produzido por Don Gilmore (que já trabalhou com
BFMV). São nos apresentadas 12 faixas (mais uma bónus), o albúm inclui ainda uma cover do
clássico “Losing My Religion” dos R.E.M., versão que é de muita qualidade!

“Trip the Darkness” foi o 1º single do trabalho a ser lançado em Outrubro de 2011, dá-
nos a conhecer a alma do albúm em si! Um bom trabalho da parte dos 2 guitarristas, e um
constraste das diferenças vocais dos vocalistas.

“Against You” música que gira muito em volta de o refrão, mantendo sempre o passo.

“Kill The Light” é de destacar a ‘batalha’ travada em Cristina e Andrea, que nesta música
marcam o resto do albúm. Deve-se dizer que em certas alturas enquanto escutamos todo o
novo trabalho sente-se uma especie de ‘face-off’, no qual de um lado temos a harmoniosa voz
da vocalista e do outro a voz áspera e poderosa de Andrea.

“Give me Something More” refrão tomado pela voz feminina, no qual se sente um pedido
subtil de algo mais que é acrescentado pelos apontamentos graves do vocalista Andrea,
esta faixa assim como “Upsidedown” giram em torno de refrões que conseguem cumprir o
objectivo de nos marcarem a mente, que mesmo depois do fim das músicas fica-se com o
refrão acorrentado aos ouvidos!

“End of Time” uma pausa no passo rápido do albúm, que em conjunto com “My Spirit” são 2
faixas que dão algo mais ao Dark Adrenaline e assim a banda consegue dar uma variedade de
som aos seus ouvintes.

“Intoxicated” talvez a melhor música deste trabalho, apesar do ambiente criado pela
sonoridade instrumental temos ainda o notavel feito da Cristina, que com a sua voz nos
transporta para um novo patamar e nos faz esperar sempre aquele momento que ela
repete “I’m intoxicated”!

“The Army Inside” com um grande riff de guitarra é das faixas mais rebeldes e solos de
qualidade dos guitarristas Marco Biazzi e Christiano Migilore.

Nota positiva para 10 de 12 faixas, sendo que as 2 em negativa deviam ter algo mais para
chamar à atenção, mas no geral um bom trabalho este Dark Adrenaline!

NOTA - 8,2 / 10

Review escrita por - V