Review - Weird Blend - "Weird Blend"


Os Weird Blend nasceram no ano de 2009 em Vila Nova de Gaia, banda que pratica um Thrash/Death bastante poderoso. Começaram a preparar o primeiro EP em 2010, este que viria a sair em Novembro do ano passado (2011).


Os Weird Blend entram a matar nos trabalhos discográficos com o seu EP também denominado Weird Blend.

A primeira faixa é War Of Hate, e não podia haver melhor forma de começarem este EP.
War Of Hate inicia-se com um som de fundo bastante interessante onde se consegue imaginar um cenário de guerra  e ao mesmo tempo começam a soar os primeiros riffs das Guitarras de André Ribeiro e Nélson Vaz. O primeiro sinal da bateria de Hélder Madureira aparece depois de sucessivas repetições do riff inicial por parte dos guitarristas. De destacar também o bom trabalho do baixista Kiko que se faz ouvir em várias partes da música e torna-a ainda mais potente. Também o devido destaque ao ótimo trabalho vocal por parte de Rui Reis que nos faz antever músicas bastante pesadas e como se costuma dizer "SEM TRETAS".

Chegamos assim à segunda faixa e também ao ponto central do EP que é composto por 4 músicas.
Destroy é o nome desta música e tal como na primeira é debitada muita potencia tanto nos Riffs saídos das guitarras como na bateria que estão novamente irrepreensíveis, esta é uma faixa mais pequena não há muito a dizer sobre ela. Marca o centro do EP em número de faixas e soa a destruição por todos os poros.

E o final aproxima-se, chegamos à 3 e penúltima faixa do EP mas não é por isso que os Weird Blend deixam a potencia de lado.
Um inicio simplesmente genial onde todos os instrumentos têm o direito de iniciar esta 3ª faixa.
Voltam a soltar-se bons riffs e uma batida bastante forte com o baixo a fazer-se também ouvir. O vocal não é deixado de lado mas está menos interventivo nesta 3ª música, deixando assim algum tempo de antena para os restantes instrumentos que voltam a fazer-se ouvir e voltam a estar irrepreensíveis, é para nós a melhor faixa do deste primeiro trabalho dos Weird Blend.

Bem ... 4ª e ultima faixa é aqui que termina o EP.
O baixo dá a entrada triunfante nesta ultima música à qual a banda decidiu chamar "Persecuted", é um adeus bastante pesado a este primeiro trabalho discográfico da banda. É também ela uma grande faixa muito devido ao solo empregue aos 2 minutos e aos riffs que ficam no ouvido de qualquer um ... uma vez mais a bateria está irrepreensível que por momentos nos faz recuar no tempo até aos anos 80' onde soavam as batidas potentes do Thrash e que nos deixam a salivar por mais lançamentos dos Weird Blend.


Podem adquirir o EP através deste email - weirdblend@gmail.com - por apenas 2,5 euros.


Nota - 7,3/10









 

Review - Breedunder - "Subversion"


Imagem retirada do Blog - PERIGO DE MORTE 

Os Breedunder nasceram em Julho deste ano, a banda tem influencias dos mais variados sub-gêneros do Metal, desde o Thrash ao Death ... passando pelo progressivo ... de bandas como Metallica, Chimaira, Textures, Meshugha, entre outros.


A 31 de Novembro os Breedunder lançaram o seu 1º EP - "Subversion" - que hoje vai receber a nossa critica.

"Subversion" é um EP com 5 faixas que abordam principalmente sentimentos dos integrantes da banda mas também toca um pouco num forte assunto que é a nossa sociedade.

Este EP começa com "Dead Peasent I" uma faixa com uma batida bastante forte e as guitarras com riffs que ficam no ouvido e que nos dão vontade de pegar na guitarra, e um vocal bem à altura deste projecto. Segue-se a segunda parte "Dead Peasent II" é tal como o primeiro um tema bastante potente onde se vem confirmar as fortes influencias de bandas dos mais variados sub-gêneros do metal. De seguida temos "Miserable Silence" uma faixa que aumenta o ritmo deste EP, uma batida forte com bons riffs à mistura iniciam talvez a melhor faixa do álbum, momentos bastantes pesados seguidos de grooves bem tirados que deixam o ouvinte colado por completo ao primeiro registo desta banda que merece ser reconhecida.
Chegamos então à penúltima faixa deste álbum "Ready For Revelation" e voltam a sobressair os riffs e a batida potente do inicio ao fim, aparecem aqui momentos de bom Metalcore que na minha opinião são bem melhores do que muitos dos que nos chegam dos EUA.
E por fim temos "Blasphemy" faixa que se inicia com um dedilhado sem distorções mas que passados alguns segundos é trocado por riffs pesadíssimos, nesta faixa de realçar o bom trabalho por parte do baixista Rui Rodrigues que nos oferece também ele um bom momento, volta o dedilhado que segundos depois volta a ser substituído por um riff bastante bom talvez o melhor de todo o álbum, voz muito potente do inicio ao fim não conseguimos notar falhas a nível instrumental nem vocal.

Mais um bom lançamento Português, esperamos por um CD dos Breedunder qualidade não lhes falta.

Nota - 7,7/10





 

Review - R.D.B - "Obra ó Diabo"



RDB ( Raw Decimating Brutality ), são uma banda Portuguesa de Grind, Death Metal, Hardcore ... são talvez das bandas mais conhecidas dentro do estilo no nosso país.

Lançaram recentemente "Obra Ó Diabo", um álbum que tem como tema principal as obras. Este foi o álbum mais pesado que apreciei durante este ano e só posso dizer que estou 100% satisfeito com o que ouvi, o Grindcore começa a correr nas veias de várias bandas portuguesas e os RDB conseguiram passar toda a energia das suas músicas, para os ouvintes.

Já muito conhecidos pela sua energia frenética em palco, os RDB voltam a surpreender o publico e desta vez em CD. "Obra Ó Diabo" é um álbum muito potente, que solta temas épicos do inicio ao fim. O álbum inicia-se com a música "A massa gretou-me a mão" que transmite desde logo a energia que está disposta em todo o álbum, segue-se "Andaime Infernal" mais um tema poderoso onde sobressai e muito como em todos os temas a bateria infernal. Um sinal + também para o resto do instrumental que está irrepreensível tal como a voz.

Podíamos percorrer todas as 11 (12) músicas do álbum e falar um pouco de cada uma, mas algumas palavras resumem todo este álbum - PODEROSO, ENERGÉTICO, BEM TOCADO  E CHEIO DE BETUME !!

Vale mesmo a pena ter esta obra em formato físico, comprem e apoiem o panorama metaleiro nacional !!


NOTA - 8,4/10