Review - Digamma - "Guidance"


Guidance é o nome do primeiro longa duração dos portugueses Digamma.
Mas a principal pergunta é mesmo onde andavam eles escondidos ?

Vale a pena ler a Review a este excelente trabalho que tem possibilidades de singrar lá fora.


Esta é daquelas bandas que nos deixam completamente pasmados, a verdade é que já são 12 anos de carreira mas que sinceramente me passaram ao lado, e posso mesmo dizer que depois de ouvir este álbum dou comigo a perguntar-me porque raio nunca tinha ouvido falar dos Digamma ?

Um álbum que junta uma sonoridade virada para o Rock que por vezes é trocada por um som mais pesado e que torna este trabalho num CD de compra obrigatória para todos os amantes do Rock e do Metal no geral.

Estamos perante faixas muito versáteis que conseguem juntar influencias de bandas como Foo Fighters ou Incubus, mas ao mesmo tempo os Digamma conseguem acrescentar uma dose de originalidade e inovam para além das expectativas, é um trabalho que transborda qualidade e experiência.

O álbum é composto por 13 faixas das quais se destacam claramente as faixas cantadas em bom português "Laivos de Mim" e "O Ódio Libera a Razão", mas também temos grandes músicas cantadas em Inglês tais como "Plastic Sun" e "Into The Masquerade" esta ultima que é para nós a melhor faixa deste longa-duração.

De destacar também o bom trabalho de mixagem e masterização por parte de Miguel Carvalho que eleva este álbum a outro nível, as passagens de faixa para faixa estão simplesmente perfeitas e a adição de alguns interlúdios enriquecem ainda mais o álbum.

Também merece o devido destaque a capa deste álbum (pode ser vista no inicio da review).

Depois de eu ter "viajado" ao longo deste CD posso dizer que ninguém irá ficar indiferente depois de o ouvir do inicio ao fim, este é de longe dos melhores álbuns que me chegaram aos ouvidos e isso também se reflecte na nota que recebe.


NOTA - 9,4/10


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Review - I,Machinery - "A1"


"A1" é o título do EP de estreia dos I,Machinery e digamos que não podiam ter começado o ano de melhor maneira. Este EP foi lançado no dia 1 de Janeiro e recebe hoje a nossa crítica, se estão à procura de 7 músicas pesadas e sem tretas podem continuar a ler a nossa review a este pesado EP.


Fora de questão as entradas lentas e suaves, neste EP do inicio ao fim temos sons pesados com brutalidade a 200% que conseguem deixar o mais distraído ouvinte completamente agarrado a estas 7 faixas.

Sem avisos prévios dá-se o inicio deste primeiro trabalho dos Death Metallers I,Machinery, "Lomani" é o nome da faixa que ficou encarregue de abrir as hostilidades e podemos mesmo dizer que é a introdução perfeita para aquilo que viria a seguir. Nesta faixa temos quase 4 minutos de um som incrivelmente pesado que não deixa dúvidas quanto ao estilo praticado pela banda, estamos perante uma banda de Death Metal puro e duro.

E mais potencia havia sido debitada nesta 2ª faixa de nome "Tumatauenga", mais uma introdução sem tretas com riffs muito pesados e uma batida que volta a não desiludir, volta-se também a ouvir uma espécie de "som egípcio" ( se assim lhe podemos chamar ) como fundo. Um gutural bastante bem trabalhado, estamos perante um vocalista de grande qualidade.

Chegamos então a "Vivisection", é a 3ª música deste EP que até aqui não desilude, de sublinhar novamente o grande trabalho por parte do vocalista que consegue exceder os limites e torna a dar vida a este trabalho.

"Caaba" é nome da quarta faixa, temos de voltar a destacar o trabalho vocal que consegue ser mais uma vez 100% versátil e se mostra a altura do desafio.

Segue-se "Abaddon" mais uma faixa bastante pesada mas com alguns momentos pelo meio onde se juntam a voz dos instrumentistas ao gutural do vocalista e são momentos que deixam o ouvinte "respirar" da brutalidade sonora embutida neste trabalho.

E com o fim à espreita chegamos a "Murphy", mais uma entrada onde a guitarra e a bateria têm papeis fundamentais, podemos dizer que esta foi a faixa que nos deixou mais impressionados e que merece ser ouvida pelos amantes do Death Metal no geral.

"Human Condition" foi a faixa escolhida para o adeus a este primeiro trabalho em formato fisico, não sai muita da linha das restantes músicas, e tiramos a conclusão no final desta música que não há espaço para momentos mais calmos neste EP.

Uma estreia bastante sólida desta banda Portuguesa que pode ainda assim evoluir em vários pontos mas que no geral consegue atingir um dos maiores objectivos ... atrair novos fãs !

NOTA - 7,1/10




MYSPACE DA BANDA
 

Entrevista - Nuklear Infektion


Entrevista com os Nuklear Infektion




HIGH VOLTAGE - Boas, falem-nos um pouco dos Nuklear Infektion para os leitores vos ficarem a conhecer melhor.

NUKLEAR INFEKTION - Queríamos começar por agradecer o interesse por nós!
Somos uma banda lisboeta de Thrash Metal puro e duro sem merdas, formada no início de 2011, e viemos para ficar! 


HV - 2011 foi o ano de estreia, lançaram a vossa primeira  faixa original,  foi fácil estrearem-se nas composições musicais ou já tinham experiencias de outros projectos ?

NI - Todos nós tínhamos pouca experiência.
A nossa primeira música "We're On Command" tinha sido composta pelo Afonso em Novembro de 2010, antes sequer de formarmos os Nuklear Infektion. Mais tarde juntámos uma letra que o André já tinha escrito, que encaixou perfeitamente na música. O resto do processo de composição do EP foi relativamente rápido, porque tínhamos muitos riffs e ideias que fomos guardando. Pegámos nas melhores ideias e depois foi só trabalhá-las. 

HV - O passado ano também ficou marcado por uma alteração no line-up da banda, falem-nos um pouco do que aconteceu.

NI -  Mais que uma até! Quando começámos a tocar juntos, o nosso baterista era o Tiago Branco dos TxCxM e o nosso baixista era o Rúben, um amigo nosso. Vimos que com o Rúben não ia resultar, porque o estilo musical dele era completamente diferente do nosso. Como o Tio (vocals) também tocava baixo, foi a escolha mais lógica para nós, porque não precisávamos de trazer ninguém de fora. No entanto também não resultou, porque era complicado para ele conjugar a voz com o baixo. Como não queríamos desperdiçar a qualidade dele como vocalista e frontman, decidimos arranjar mesmo um novo baixista, e foi aí que entrou o Diogo! 
Demos o nosso primeiro gig com esta formação, mas o Tiago teve que sair, porque era complicado para ele conciliar as duas bandas. E foi aí que entrou o nosso actual baterista, o Hugo, que é o vocalista e guitarrista dos TxCxM também. Foi uma adaptação dificil, porque o Hugo mal tinha tocado bateria na vida, mas quisemos dar-lhe essa oportunidade, porque sabíamos que ele tinha potencial, e hoje já está aí a sacar altos blastbeats, por isso foi sem dúvida a escolha mais acertada. 

HV - Sabemos que o EP de estreia está à espreita, falem-nos um pouco sobre ele … O que vamos ouvir ?

NI - 5 malhas de puro Thrash Metal ahaha! 
Fora de brincadeiras, é mesmo isto que podem esperar. 
Infelizmente na cena underground portuguesa não há muitas bandas a tocar Thrash Metal, na sua essência original. E como é isso que nós os 5 amamos, é isso que tocamos.
O EP chama-se "WEAPONS OF MASSIVE GENOCIDE" que também é o nome da primeira faixa.
Obviamente que há variedade no EP... Músicas mais complexas e outras mais in-your-face, músicas sempre a partir biscoito mas com algumas partes mais mid-tempo para o pessoal respirar, e muito mais...
Muita riffalhada vos espera! Ahahah


HV - Desde sempre sublinharam o facto de serem uma banda que toca Thrash (sem tretas), quais foram as bandas ( Portuguesas e Estrangeiras ) que vos influenciaram na escrita dos temas que compõem este EP ?

NI -  As nossas influências principais dentro do thrash são os Slayer, Vio-Lence, Dark Angel, Forbidden, Overkill, Exodus, Razor, Destruction, Demolition Hammer, etc...
Mas também somos bastante influenciados por bandas de Death Metal Old School como Obituary, Morbid Angel, Possessed, Death, Malevolent Creation, ... 
E também obviamente por bandas como Motörhead, Iron Maiden, Judas Priest, etc...
Basicamente tudo o que é bom metal old school (e não só) nos influencia de alguma maneira, mas tentamos pegar nessas influências todas e fazer algo nosso, e diferente do resto.


HV - E depois de lançarem o EP vão fazer uma mini pausa ou pretendem desde logo começar a dar concertos ?

NI -  Pausas? O que é isso? Ahaha.
Assim que o EP estiver pronto para sair, vamos começar pelo concerto de lançamento que estamos agora a começar a organizar com a organizadora de eventos VOLT, e depois vamos tocar o máximo que pudermos, por todo o lado! Queremos é tocar ao vivo e mostrar o nosso som a toda a gente.


HV - Já existem propostas para actuarem fora da capital ?

NI -  Algumas, sim. Já estamos a planear algumas datas em sítios como Leiria, Porto, etc... E até fomos convidados para tocar num festival de thrash em Amesterdão, no final deste ano, mas por questões de t€mpo, não vamos poder fazer parte do cartaz, infelizmente.


HV - Até agora qual foi o concerto que mais vos marcou, ou aquele em que se sentiram “em casa” ?

NI -  Sem dúvida a nossa estreia ao vivo, na Casa de Lafões com os Auschwitz e os La Tasca! Foi das melhores experiências da vida de cada um de nós. Aliás, para a maior parte dos membros da banda até era mesmo o primeiro concerto, e ter logo ali 150 pessoas a curtir o nosso som, foi algo que é impossível explicar. 
Também gostámos bastante do nosso terceiro concerto, na República da Música, no mini-fest Night of the Dead, porque é uma sala completamente diferente, e das melhores em Lisboa a nivel de espaço e som. Infelizmente o segundo concerto que demos lá, em Dezembro, no Cure Fest, não correu tão bem. Umas quantas cordas decidiram partir nesse dia ahahah.
Mas todos os concertos foram especiais para nós, até quando tocámos com Auschwitz e TxCxM num evento de wrestling da APW, nos confins de Benfica, para 30 amigos nossos!


HV - Sendo os Nuklear Infektion uma banda bastante jovem , como vêm o vosso futuro ?

NI -  Um passo de cada vez. Agora queremos acabar de gravar o EP, lançá-lo e promovê-lo um pouco por todo o país! Conhecer novo pessoal, arranjar mais fãs, e tudo o mais. Entretanto vamos começando a trabalhar em material novo, e depois logo se vê! 


HV - Querem deixar uma ultima mensagem aos leitores da High Voltage ?

NI - Queremos agradecer a todos o apoio que nos deram nos últimos meses e que nos dão força para continuar. Mantenham-se atentos à nossa página do Facebook (www.facebook.com/NuklearInfektion) para informações sobre o processo de gravação do EP, e informações sobre o lançamento e futuros concertos.
E já agora, a partir de Março, queremos promover o nosso EP ao vivo, por isso se alguma organizadora de eventos ou assim estiver interessada, contactem-nos através do nosso e-mail (nuklear.infektion.official@gmail.com)!
Obrigado à High Voltage pela entrevista, também! 
Vemo-nos por aí!
Cheerz! 

 

Review - M.O.R.G. - M.O.R.G.


Os M.O.R.G. ( Music Of Revolutionary Generation ) são uma banda de Santa Maria da Feira e nasceram em meados de 2004 através do guitarrista Paulo Caetano e do vocalista João Almeida. 

Em 2011 tiveram a oportunidade de lançar o seu primeiro trabalho discográfico em formato físico.
Falamos do 1º EP da banda que também tem como nome M.O.R.G., o mesmo recebe hoje a nossa critica. 

O EP inicia-se com uma breve introdução, um som de fundo que nos preparava para os grandes momentos que viriam de seguida.

Sem aviso prévio inicia-se a primeira faixa deste EP, falo de "Feelings" um dedilhado de acordes bastante cativante faz antever a potência e a genialidade destes 5 músicos. De um momento para o outro já soa a distorção e a batida caraterística do Thrash Metal ... seguem-se riffs muito bem tirados e uma voz bastante versátil que consegue encaixar na perfeição ao restante leque de instrumentos.
São 6 minutos triunfantes ... este EP não podia começar de melhor forma.

Depois de uma entrada cheia de qualidade e agressividade os M.O.R.G. não podiam baixar o ritmo, e eis que aparece Believe. 

Porquê parar quando se pode acelerar ?
E foi isso mesmo que os M.O.R.G. fizeram, aceleraram prego a fundo num desfilar de riffs cativantes, ao mesmo tempo que soava uma batida a lembrar o Thrash Old School  que consegue tornar esta música ainda melhor.
E é impossível não falar da perfeição vocal de João Almeida, tão depressa está num registo mais limpo como de repente nos mostra o lado mais gutural da sua voz que apimenta ainda mais este EP.

E sem darmos conta já estamos para lá da metade do EP quanto ao número de faixas ...

É altura de começar a soar a quarta música denominada de "Dark Pain".
E não, a velocidade não para de aumentar, os M.O.R.G. conseguem trazer melhores riffs e uma letra que fica no ouvido de qualquer um, é impossível não dar destaque mais uma vez ao grande trabalho vocal por parte de João Almeida.
A música decorre, e já no ultimo minuto solta-se um solo bem introduzido por parte dos guitarristas Paulo Caetano e Miguel Lima que torna esta uma música bastante destacável das restantes.

Chegamos então à penúltima faixa e para nós a melhor de todo este EP, é ela "Devil Inside". 
E não é que os M.O.R.G. continuam prego a fundo .
A batida violentíssima de José Rodrigues, juntamente com o bom trabalho do baixista David Pedrosa, tornam esta uma música ainda melhor que as anteriores, depois duma introdução violenta chegam novamente os bons riffs de guitarra e o vocal bastante comparável a James Hetfield, são sem duvida estes os pontos fortes da banda e são completamente destacados nesta faixa.

E os M.O.R.G. despedem-se deste primeiro trabalho discográfico com "Salvation", é uma música que mantém o bom nível deste EP e após várias audições parece-nos que não podia terminar de melhor forma.

No seu todo este EP é bastante positivo, é talvez o melhor trabalho que tivemos a oportunidade de ouvir e dar a nossa critica e isso reflete-se na nota que lhe demos.

Esperamos por mais lançamentos por parte dos M.O.R.G. porque são sem duvida uma grande banda, sem papas na língua.

Nota - 8,6/10