HIGH VOLTAGE - Boas, falem-nos um pouco dos Nuklear Infektion para os leitores vos ficarem a conhecer melhor.
NUKLEAR INFEKTION - Queríamos começar por agradecer o interesse por nós!
Somos uma banda lisboeta de Thrash Metal puro e duro sem merdas, formada no início de 2011, e viemos para ficar!
HV - 2011 foi o ano de estreia, lançaram a vossa primeira faixa original, foi fácil estrearem-se nas composições musicais ou já tinham experiencias de outros projectos ?
NI - Todos nós tínhamos pouca experiência.
A nossa primeira música "We're On Command" tinha sido composta pelo Afonso em Novembro de 2010, antes sequer de formarmos os Nuklear Infektion. Mais tarde juntámos uma letra que o André já tinha escrito, que encaixou perfeitamente na música. O resto do processo de composição do EP foi relativamente rápido, porque tínhamos muitos riffs e ideias que fomos guardando. Pegámos nas melhores ideias e depois foi só trabalhá-las.
HV - O passado ano também ficou marcado por uma alteração no line-up da banda, falem-nos um pouco do que aconteceu.
NI - Mais que uma até! Quando começámos a tocar juntos, o nosso baterista era o Tiago Branco dos TxCxM e o nosso baixista era o Rúben, um amigo nosso. Vimos que com o Rúben não ia resultar, porque o estilo musical dele era completamente diferente do nosso. Como o Tio (vocals) também tocava baixo, foi a escolha mais lógica para nós, porque não precisávamos de trazer ninguém de fora. No entanto também não resultou, porque era complicado para ele conjugar a voz com o baixo. Como não queríamos desperdiçar a qualidade dele como vocalista e frontman, decidimos arranjar mesmo um novo baixista, e foi aí que entrou o Diogo!
Demos o nosso primeiro gig com esta formação, mas o Tiago teve que sair, porque era complicado para ele conciliar as duas bandas. E foi aí que entrou o nosso actual baterista, o Hugo, que é o vocalista e guitarrista dos TxCxM também. Foi uma adaptação dificil, porque o Hugo mal tinha tocado bateria na vida, mas quisemos dar-lhe essa oportunidade, porque sabíamos que ele tinha potencial, e hoje já está aí a sacar altos blastbeats, por isso foi sem dúvida a escolha mais acertada.
HV - Sabemos que o EP de estreia está à espreita, falem-nos um pouco sobre ele … O que vamos ouvir ?
NI - 5 malhas de puro Thrash Metal ahaha!
Fora de brincadeiras, é mesmo isto que podem esperar.
Infelizmente na cena underground portuguesa não há muitas bandas a tocar Thrash Metal, na sua essência original. E como é isso que nós os 5 amamos, é isso que tocamos.
O EP chama-se "WEAPONS OF MASSIVE GENOCIDE" que também é o nome da primeira faixa.
Obviamente que há variedade no EP... Músicas mais complexas e outras mais in-your-face, músicas sempre a partir biscoito mas com algumas partes mais mid-tempo para o pessoal respirar, e muito mais...
Muita riffalhada vos espera! Ahahah
HV - Desde sempre sublinharam o facto de serem uma banda que toca Thrash (sem tretas), quais foram as bandas ( Portuguesas e Estrangeiras ) que vos influenciaram na escrita dos temas que compõem este EP ?
NI - As nossas influências principais dentro do thrash são os Slayer, Vio-Lence, Dark Angel, Forbidden, Overkill, Exodus, Razor, Destruction, Demolition Hammer, etc...
Mas também somos bastante influenciados por bandas de Death Metal Old School como Obituary, Morbid Angel, Possessed, Death, Malevolent Creation, ...
E também obviamente por bandas como Motörhead, Iron Maiden, Judas Priest, etc...
Basicamente tudo o que é bom metal old school (e não só) nos influencia de alguma maneira, mas tentamos pegar nessas influências todas e fazer algo nosso, e diferente do resto.
HV - E depois de lançarem o EP vão fazer uma mini pausa ou pretendem desde logo começar a dar concertos ?
NI - Pausas? O que é isso? Ahaha.
Assim que o EP estiver pronto para sair, vamos começar pelo concerto de lançamento que estamos agora a começar a organizar com a organizadora de eventos VOLT, e depois vamos tocar o máximo que pudermos, por todo o lado! Queremos é tocar ao vivo e mostrar o nosso som a toda a gente.
HV - Já existem propostas para actuarem fora da capital ?
NI - Algumas, sim. Já estamos a planear algumas datas em sítios como Leiria, Porto, etc... E até fomos convidados para tocar num festival de thrash em Amesterdão, no final deste ano, mas por questões de t€mpo, não vamos poder fazer parte do cartaz, infelizmente.
HV - Até agora qual foi o concerto que mais vos marcou, ou aquele em que se sentiram “em casa” ?
NI - Sem dúvida a nossa estreia ao vivo, na Casa de Lafões com os Auschwitz e os La Tasca! Foi das melhores experiências da vida de cada um de nós. Aliás, para a maior parte dos membros da banda até era mesmo o primeiro concerto, e ter logo ali 150 pessoas a curtir o nosso som, foi algo que é impossível explicar.
Também gostámos bastante do nosso terceiro concerto, na República da Música, no mini-fest Night of the Dead, porque é uma sala completamente diferente, e das melhores em Lisboa a nivel de espaço e som. Infelizmente o segundo concerto que demos lá, em Dezembro, no Cure Fest, não correu tão bem. Umas quantas cordas decidiram partir nesse dia ahahah.
Mas todos os concertos foram especiais para nós, até quando tocámos com Auschwitz e TxCxM num evento de wrestling da APW, nos confins de Benfica, para 30 amigos nossos!
HV - Sendo os Nuklear Infektion uma banda bastante jovem , como vêm o vosso futuro ?
NI - Um passo de cada vez. Agora queremos acabar de gravar o EP, lançá-lo e promovê-lo um pouco por todo o país! Conhecer novo pessoal, arranjar mais fãs, e tudo o mais. Entretanto vamos começando a trabalhar em material novo, e depois logo se vê!
HV - Querem deixar uma ultima mensagem aos leitores da High Voltage ?
NI - Queremos agradecer a todos o apoio que nos deram nos últimos meses e que nos dão força para continuar. Mantenham-se atentos à nossa página do Facebook (www.facebook.com/NuklearInfektion) para informações sobre o processo de gravação do EP, e informações sobre o lançamento e futuros concertos. E já agora, a partir de Março, queremos promover o nosso EP ao vivo, por isso se alguma organizadora de eventos ou assim estiver interessada, contactem-nos através do nosso e-mail (nuklear.infektion.official@gmail.com)! Obrigado à High Voltage pela entrevista, também!
Vemo-nos por aí!
Cheerz!